Um bardo, um alaúde e uma versão dos fatos.
A dele.
Aneirin é o maior bardo de Andronor. Quem diz isso é ele.
Sobe no palco improvisado de qualquer taverna esquecida, dedilha três notas e conta a história da sua vida: as damas que não resistem, os maridos que ele humilha, os heróis que devem a ele a própria pele. E o público acredita, porque a canção é boa e a voz é bonita.
Só que a verdade escapa pelas frestas. A donzela da canção tinha marido, e o bardo saiu daquela casa de cuecas, correndo. A cova era dele. E o cavaleiro Rillan, que segundo Aneirin foi salvo por um golpe de alaúde, se lembra de ter desarmado os três homens sozinho.
"Detalhe, cavaleiro. Detalhe."